quinta-feira, 23 de abril de 2009

23 de Abril, dia de São Jorge, do livro e da rosa


Jorge em grego significa “aquele que trabalha a terra”. Catalunha foi nos seus alvores um país de homens dedicados à terra e às armas. Por isso São Jorge é o patrono deste país singular.

O mártir, por ser cavaleiro, foi escolhido como santo de devoção dos militares e da nobreza catalães.

Antigamente, as classes aristocráticas celebravam o dia de São Jorge com torneios quixotescos que excluíam as classes trabalhadoras. Nessas festas as senhoras eram obsequiadas com rosas.

Passados muitos séculos, o costume de ofertar uma rosa à mulher amada estendeu-se até aos dias de hoje, sendo um evento que se celebra em toda a Catalunha.

É uma festa com forte sentido nacionalista, sobretudo porque durante muito tempo a nacionalidade catalã foi-lhe negada aos indivíduos desse país, cujo símbolo mais destacado era a bandeira pendurada nas casas das vilas.

23 de Abril coincide com o dia do livro, que comemora a morte de Miguel de Cervantes, e cujo objectivo é, a par de conservar uma tradição que já faz parte do folclore do país, promover uma das ferramentas mais importantes do desenvolvimento educacional da Humanidade: a leitura.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

França e Brasil à frente do G-20


ULB, 3 de Março de 2009

Um dos artigos do jornal estado-unidense The Washington Post desta quarta-feira (01/04/09) intitulava-se França e Brasil, à frente do G-20, buscam unidade.

O artigo de Jenny Barchfield (com a colaboração de Sibaja Marco, Brasília; Emma Vandore, Paris) conta como os presidentes da França e do Brasil fazem um chamamento à maior regulação dos mercados financeiros. Nicolas Sarkozy e Lula prometeram trabalhar juntos para conseguir este objectivo e ressaltaram a importância da união de ambos os países no encontro. 
Sobre a frente franco-brasileira, Sarkozy afirmou que "juntos, estamos conscientes de que, se falarmos com uma só voz e avançarmos juntos, seremos mais fortes". O artigo ressalta, portanto, a colaboração desses países, que vai mais além da Cimeira. 

Ambos os presidentes coincidem que é necessário acabar com os chamados paraísos fiscais, cuja existência consideram "inadmissível num mundo em que vivem bilhões por debaixo do umbral de pobreza". Enquanto Da Silva insistia em que a crise económica é uma consequência directa da falta de regulação dos mercados por parte das administrações; Sarkozy instava os países participantes na Cimeira a trabalharem para alcançar resultados concretos, em lugar de só marcar um novo encontro, e ameaçou com a abandonar se tais objectivos não forem alcançados.

Lula e Sarkozy comprometeram-se, ainda, a trabalhar na promoção do desenvolvimento sustentável da Amazónia.

O artigo pode ser lido na íntegra na página web do jornal estado-unidense The Washington Post (www.washingtonpost.com).